Corrida MacRobertson, da Inglaterra para a Austrália, 1934

Neste vôo, você recriará a rota da corrida aérea MacRobertson e do vitorioso de Havilland DH–88 "Comet".

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As corridas aéreas produziram o melhor em design de aeronaves e levaram os pilotos a ultrapassar seus limites. Quando Sir Mac Pherson Robertson, um homem de negócios australiano, decidiu comemorar o centenário do estado australiano de Victoria organizando uma das mais longas corridas aéreas já vistas no mundo, a de Havilland Aircraft Company não perdeu tempo. Era 1934, apenas sete anos após Lindbergh ter atravessado o Atlântico em um vôo sem escalas. A corrida aérea Mac Robertson, que premiaria com 10.000 libras o primeiro avião a voar da Inglaterra para a Austrália, abrangeria 11.000 milhas e a travessia de três continentes. Era um desafio fascinante, porém amedrontador.

Várias das aeronaves que participaram da competição já faziam vôos regulares — incluindo um DC–2 da empresa aérea holandesa KLM e um Boeing 247–D da H.J. Heintz Company, pilotado por Roscoe Turner. Todos os competidores mais fortes eram aparentemente aeronaves americanas. Contudo, a de Havilland desejava vencer — e vencer pela Inglaterra. Em apenas nove meses, a de Havilland projetou, construiu e testou uma nova aeronave — o DH–88 Comet — produzido exclusivamente para a corrida aérea MacRobertson.

Três Comets foram construídos: um verde, um preto e outro vermelho, chamado “Grosvenor House”.

Na manhã do dia 20 de outubro de 1934, 20 aviões alinharam-se para o início da prova. A corrida tinha poucas restrições, com exceção de sete pontos de verificação obrigatórios, incluindo início e término. Uma a uma, as aeronaves decolaram, tendo, pela frente, um percurso de 16 países. Os pilotos teriam de sobrevoar montanhas, florestas e desertos dia e noite, enfrentando tempestades de areia que poderiam alcançar altitudes de 20.000 pés. O mar aberto da Baía de Bengala entre Allahabad e Cingapura equivalia quase à distância da travessia do Atlântico Norte. Os pilotos tinham uma chance em 12 de morrer durante o percurso.

O DC–2 foi a primeira aeronave a chegar em vários pontos de verificação, mas o Comet vermelho pousou primeiro em Darwin, na Austrália. Seus pilotos, Charles Scott e Tom Black, haviam acabado de voar mais de 300 milhas sobre mar aberto, contando apenas com um motor. Os problemas no motor foram contornados, porém não corrigidos, pois não havia tempo. Voando as restantes 1.500 milhas com um motor desativado, esse Comet vermelho foi o primeiro a pousar diante de uma multidão entusiasmada em Melbourne, vencendo a corrida de 11.000 milhas em 70 horas, 54 minutos e 18 segundos. A Inglaterra havia conquistado o troféu Mac Robertson! O segundo avião a pousar em Melbourne foi o DC–2 da KLM, que ficou com o primeiro lugar na divisão de handicap, em vez de com o segundo na divisão de velocidade. O segundo lugar nessa divisão foi para Roscoe Turner do Boeing 247–D.

O Comet verde ficou em quarto lugar e retornou à Inglaterra pouco depois de chegar em Melbourne. Ele estabeleceu um novo recorde em um vôo de ida e volta, retornando a Mildenhall apenas 13 dias e meio após sua partida. O Comet preto, apelidado de “Black Magic”, abandonou a competição devido a problemas no motor.

Após a corrida, a Real Força Aérea usou e danificou o “Grosvenor House”. O avião foi comprado e reparado para a corrida aérea da Inglaterra para Damasco em 1937, classificando-se em quarto lugar. Após fazer vários vôos recordes sob diversos nomes, esse Comet foi desativado para vôo como “Grosvenor House” em 1951. Em 1965, o “Grosvenor House” foi doado à Coleção Shuttleworth, na Inglaterra, e reativado para voar. Em um domingo, 17 de maio de 1987, o vitorioso “Grosvenor House” voou pela primeira vez em 49 anos com suas cores originais.

O DH–88 Comet foi projetado para que seus pilotos ultrapassassem os limites de velocidade e resistência. Participe da corrida MacRobertson — com suas longas distâncias e os desafios de navegar nesse vôo — e você ganhará asas.

Navegação

Você navegará nesse vôo usando uma combinação de métodos de navegação, como pilotagem, cálculo de posição estática e GPS (sistema de posicionamento global). Para obter mais informações sobre essas técnicas, consulte os artigos Old-Fashioned Navigation e Usando o GPS no Centro de Aprendizado.

Em vez de cartas em papel, você poderá usar o Mapa (no menu World [Mundo], selecione Map [Mapa]) ou o GPS portátil (pressione SHIFT+3 para exibi-lo). Para obter mais informações sobre esses recursos, consulte os artigos Using the Map e Usando o GPS no Centro de Aprendizado.

Como o Flight Simulator não modela os efeitos do vento na grama, nas árvores ou na água, é difícil estimar o desvio. Para exibir a direção e a velocidade do vento na tela ao voar, pressione SHIFT+Z. Depois, você poderá corrigir o rumo, conforme adequado.

Gerenciamento do motor

Não esqueça de empobrecer a mistura ao voar acima de 3.000 pés MSL. Pressione CTRL+SHIFT+F2, conforme necessário, para empobrecer a mistura. Quando o motor ratear, pressione CTRL+SHIFT+F3 algumas vezes para enriquecer ligeiramente a mistura.

Salvando sua posição

Se não tiver tempo de concluir um vôo em uma única sessão, você poderá salvá-lo e retornar a ele posteriormente. No menu File (Arquivo), selecione Save Flight (Salvar Vôo). O Flight Simulator salvará a situação atual na categoria My Saved Flights (Meus Vôos Salvos). Depois, você poderá reiniciar o vôo de onde parou, selecionando-o na caixa de diálogo Select a Flight (Selecionar um Vôo). Na tela principal, clique em Select a Flight, escolha a categoria My Saved Flights, selecione o vôo salvo anteriormente e clique em Fly Now (Voar Agora).

Observação: o Flight Simulator não incluirá briefings com os vôos salvos. Se desejar consultar o briefing ao continuar o vôo, carregue o vôo original na caixa de diálogo Select a Flight; na tela Briefing, clique em Print (Imprimir).